domingo, 22 de julho de 2018

2. *é uma pena essa noite ter que acabar já*



Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela.
(Paulo Coelho).

Acordei ao ouvir um grito MUITO alto vindo da sala, quando digo que é MUITO alto é pelo motivo que antes de dormir coloquei um protetor para os ouvidos, por já imaginar que a conversa entre o Junior e Paloma não seria a mais calma possível. Então para eu ouvir esse grito é porque alguém realmente machucou as cordas vocais para conseguir faze-lo. Assustada, e preocupada, me levantei rapidamente e corri para fora do quarto para ver o que estava acontecendo e arregalei os olhos ao chegar na sala e ver a bagunça que estava, vasos quebrados espalhados por todo o carpete, mais marcas na porta, sinais óbvios de que algo havia sido arremessado ali, algumas flores que antes faziam parte de uma bela decoração, agora estavam todas pisoteadas no chão.
Que porra aconteceu nesse lugar? Será que isso aconteceu durante a briga dos dois? A Paloma matou o garoto então pra ter feito toda essa bagunça.
Flavia: meu Deus, o que aconteceu na minha sala? - perguntou completamente em choque.
XX: desculpa me intrometer dona Flavia, mas isso não está da mesma forma que ficou a outra vez que menina Paloma teve um ataque de raiva? - me virei para ver quem estava falando, uma senhora de meia idade, parada entre a sala e a cozinha, observava tudo com atenção.
Flavia: infelizmente sim - suspirou pesadamente - achei que ela nem tinha voltado ainda.
Caroline: na verdade ela voltou ainda de madrugada, não sei o que está acontecendo, mas acho que sei o que foi isso aqui - ela me olhou com atenção - o tal Junior veio aqui para falar com ela, digo, terminar com ela. Mas quando ela chegou eu fui para o quarto e não sei o que aconteceu - pausei - espero que isso tenha sido feito depois de ele ter ido embora ou ele pode ter sido ferido - arregalei os olhos ao pensar nisso. Eu realmente vim parar num lugar com alguém agressivo, eu quero chorar, Deus me proteja.
Flavia: agora já chega, essa garota passou completamente dos limites, eu vou ter uma conversa definitiva com ela e vai ser agora - falou decidida e eu fiquei a olhando - Alice, essa é Caroline, minha filha, que vai morar conosco por um tempo. Filha, essa é Alice, é praticamente da família e quem cuida de tudo aqui - dito isso, saiu pisando firme em direção a outro cômodo que creio ser o quarto de sua outra filha.
Caroline: olá Alice, prazer - sorri e caminhei vagarosamente até ela, tomando cuidado para não pisar em algo cortante pelo chão - pode me chamar de Carol se preferir.
Alice: prazer - sorriu simpática - qualquer coisa que precisar não hesite em me chamar, sim? - assenti.
Caroline: quer ajuda para limpar essa bagunça aqui da sala?
Alice: não precisa se preocupar minha querida, isso se torna fácil de arrumar quando se está acostumada.
Caroline: como assim? Isso acontece sempre?
Alice: toda vez que algo não sai como ela planejou isso acontece - abaixou seu tom de voz.
Caroline: ela já foi ao médico? Isso é um descontrole, pode se tornar muito perigoso.
Alice: dona Flavia já tentou uma vez, mas a menina ficou tão brava que ficou três dias sem aparecer por aqui.
Caroline: meu senhor amado - falei baixinho... onde eu fui me meter????? - não tinha nenhum resquício de sangue né?
Alice: nada que eu tenha visto, por que? Você acha que ela pode ter se machucado?
Caroline: meu medo é que ela tenha machucado outra pessoa - merda, se eu ao menos tivesse pedido o número dele eu poderia perguntar a ele o que aconteceu e se ele está bem - ei Alice, vou subir para me trocar e depois volto para conversarmos um pouco mais, se você não se importar.
Alice: claro, vou adorar isso - assenti e voltei para meu quarto. Peguei meu celular, desbloqueei e corri até o grupo com meus amigos para contar toda a loucura.


Agora, já mais calma após desabafar com meus amigos e eles me fazerem rir com tudo, peguei uma troca de roupa, ainda na mala, é eu realmente preciso criar coragem para arrumar tudo aqui nesse quarto, e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal. Após tudo feito me sentei na cama novamente, sem saber o que fazer, desço para tomar café? Até porque minha barriga está dando claros sinais de estomago vazio. Espero para ver se vai ter alguma movimentação? Oh céus eu realmente não me sinto confortável morando nessa casa. Decidi em esperar mais alguns minutos e se tudo continuasse em silêncio eu desceria para comer algo. Peguei meu celular e dei uma olhada no instagram, a primeira foto que apareceu no feed foi do jogador Paulo Dybala, aiai o tanto que sou apaixonada por esse homem não é escrito, aproveitei para curtir a foto e deixar um comentário como toda boa garota apaixonada faz.
  
Curti algumas outras fotos enquanto rolava pela tela e quando senti minha barriga roncar percebi que era a hora de sair do quarto. Abri a porta, olhei para os lados, nenhum sinal da Flavia ou Paloma, tudo um completo silêncio, o que devo dizer que me deixou impressionada, Paloma aqui e nenhum grito, uau. Fui até a cozinha e vi Alice terminando de preparar a mesa, com várias coisinhas deliciosas já postas, pãezinhos de queijo, fatias de bolo de chocolate, algumas frutas, suco.
Caroline: uau, o café da manhã aqui é todo dia assim? Melhor que restaurante - soltei uma risadinha.
Alice: hoje um pouquinho mais chique para causar uma boa impressão para você.
Caroline: já causou uma ótima impressão, juro. Será que elas vão demorar parar vir? Estou morrendo de fome - falei sem jeito.
Alice: não precisa se preocupar com isso, aqui ninguém nunca espera o outro para comer, cada um tem seu próprio horário.
Traduzindo, aqui ninguém é unido, cagaram um para o outro.
Meu celular vibrou, o peguei para ver e era uma mensagem no whatsapp de um número não salvo...






Guardei o celular ao ouvir a voz da Paloma se aproximando, Deus me livre se ela sonhar que o Junior acabou de me mandar mensagem, seria capaz de ela quebrar meu rosto com apenas um soco.
Paloma: ei Carolina - falou seca ao entrar na cozinha e ficou parada na porta me olhando.
Caroline: CarolinE, com e no final - decidi não ser amigável também, se ela quer assim é assim que vai ser.
Paloma: tanto faz, se vamos conviver na mesma casa vamos fazer o seguinte, você na sua e eu na minha, não vamos pagar de irmãs que se amam e querem recuperar o tempo perdido, só fale comigo se for necessário, mas saiba que de qualquer forma não vou me importar - pausou e eu continuei a olhando, esperando para ver se ela continuaria falando -  eu não quero ter uma irmã, não me obrigue a isso.
Caroline: mais alguma ordem capitã? Pra eu ver se me importo com sua opinião.
Paloma: ai que lindo, mal chegou e quer bancar a engraçadinha.
Caroline: você que chegou com sete pedras na mão, não estou aqui de favor para aturar suas grosserias.
Paloma: não está de favor, mas está na MINHA casa — deu ênfase no minha — e enquanto estiver aqui o mínimo que deve fazer é ouvir o que digo.
Caroline: fale com educação que eu terei o maior prazer em te ouvir, fora isso pode esquecer.
Para minha sorte a campainha tocou, o que fez com que nossa briga cessasse, ao menos momentaneamente. Alice foi até a porta e ouvi uma voz masculina, poucos minutos depois um homem da minha idade mais ou menos, entrou na cozinha junto dela.
Paloma: a pronto, já não estava me bastando ter que aguentar uma praga que resolveu vir morar em casa, agora tenho que aguentar essa outra praga chamada Victor invadindo aqui — revirou os olhos enquanto saia pisando forte.
Victor: BOM TE REVER PRIMINHA, SEMPRE SIMPÁTICA — falou alto e ironicamente, o que me fez soltar uma risadinha — você é a Carol, certo?
Caroline: e você é o meu primo?
Victor: vejo que minha tia já falou de mim.
Caroline: algumas poucas coisas, mas desde já agradeço por aceitar perder seu dia se dispondo a ser meu guia.
Victor: que isso po, vai ser maneiro, mas se você for insuportável igual sua irmã eu te abandono em um lugar bem longe daqui — rimos.
Caroline: então vamos nos dar bem, cheguei ontem e já estamos brigando — revirei os olhos — ela conseguiu me estressar e olha que meu pai sempre falou que eu sou a pessoa mais calma do mundo.
Victor: todo mundo tem um dom na vida, o dela é conseguir estressar a todos.
Caroline: vai, senta ai, me conta um pouco sobre você — falei animada, finalmente um parente normal.
Victor: tenho 21 anos, to fazendo faculdade de educação física e gosto de sair com os meus amigos sempre que possível, nada de interessante — riu  — sua vez.
Caroline: também tenho 21 anos, comecei a fazer medicina, mas tranquei pra vir pro Brasil, saia bastante lá na Califórnia.. Ai, será que durante os dois anos que morei pra cá nós eramos amigos de fraldas? 
Victor: sacanagem se eramos amigos.
Caroline: por que?
Victor: porque ai você me abandonou e eu tive que aturar a vida toda a prima chata e não a legal — gargalhei ao ouvir sua resposta.
Caroline: ela sempre foi assim? Pensei que mudou agora quando já adulta.
Victor: que nada, você vai ver quando tiver reunião em família, ela conseguiu afastar todo mundo.
Caroline: ih que chato — ficamos em silêncio por alguns minutos — mas e ai já planejou o nosso passeio? Vou avaliar isso — rimos....
Que delicia de dia, o Victor é um amor de pessoa, me levou para vários lugares aqui de São Paulo, seu humor foi contagiante e tudo se tornou muito mais divertido. Sua espontaneidade me lembrou muito o jeito dos meus melhores amigos e talvez seja esse um dos motivos pelo qual me senti muito confortável em sua presença. Devo admitir que é estranho pensar nele como alguém da família, sinto como se fosse o início de uma grande amizade, mas relaciona-lo ao meu círculo familiar talvez não seja tão fácil, é como se durante esses 21 anos eu tivesse fechado esse círculo com todos meus parentes paternos. Vai ser difícil? Provavelmente, mas as pessoas aqui merecem uma chance, todos me trataram tão bem, o mínimo que devo fazer é me esforçar para vê-los como minha família também.
O Victor acabou de me deixar em casa, combinamos que amanhã cedinho ele vai me levar conhecer a academia onde ele trabalha e se tudo der certo irei me matricular lá, preciso continuar cuidando da minha saúde e do meu corpo. Fui direto para o quarto com medo de encontrar a Paloma, com toda a briga de hoje cedo, tudo que quero é evitar mais confusão, e para evitar confusão é sou eu evitar ela, simples. Olhei o horário e percebi que já estava atrasada para começar a me arrumar, por algumas horas esqueci completamente do meu compromisso com o Junior...
Agora, já pronta, decidi ir ver se Flavia já estava de volta, para avisar que vou sair, mas não vou dar mais detalhes, até porque a última coisa que quero é que saibam com quem vou sair. Peguei minha bolsa, dei uma última olhada no espelho e sai do quarto, para minha sorte encontrei ela fazendo o mesmo que eu.
Flavia: uau, está linda minha filha - sorriu simpática e eu sorri em agradecimento.
Caroline: obrigada, eu estava te procurando, uma amiga que fiz hoje me convidou para dar uma volta por aqui e eu aceitei, tem algum problema?
Flavia: claro que não, fico feliz em saber que está fazendo amizades por aqui.
Caroline: prometo não voltar tarde.
Flavia: não se preocupe com isso minha filha, aqui não temos regras com horários, só peço para que não volte muito bêbada.
Caroline: não se preocupe com isso, eu realmente sei me controlar com a bebida.
Junior mandou mensagem avisando que estava me esperando, respondi avisando que estava descendo, me despedi da Flavia e fui até o elevador.
Caroline: olá - sorri ao cumprimenta-lo e recebi dois beijos na bochecha em resposta.
Junior: tá linda – sorriu e abriu a porta de seu carro para eu entrar.
Caroline: obrigada, posso dizer o mesmo sobre você.. uau, que cavalheiro – soltei uma risadinha e me sentei no banco passageiro – e ai, pode me dizer onde estamos indo? – perguntei assim que ele entrou.
Junior: qual seria a graça? É preciso do fator surpresa pra conseguir conquistar.
Caroline: quer me conquistar? Não me deixe curiosa, obrigada – soltei uma risadinha – e ai, como foi seu dia?
Junior: fiquei de boa em casa, uns parceiros foram lá e fizemos uma resenha boa, e você?
Caroline: conheci um primo meu que me levou para vários lugares legais daqui, passei literalmente o dia todo andando por São Paulo, ou uma parte de São Paulo.
Junior: ai, sua vida lá na Califórnia era agitada? Ou você era mais na sua, mais caseira e tal?
Caroline: eu era líder de torcida na escola – ele gargalhou – não ri, é sério.
Junior: é sério mesmo? Igual daqueles filmes da Disney?
Caroline: não, nos filmes tudo é mais emocionante né – ri -  mas era no mesmo estilo sim, não vou negar.
Junior: então era daqueles popularzinhas que viviam em festas e humilhando os nerds?
Caroline: viver em festas sim, humilhar os outros não. Essa parte nunca existiu, não onde eu estudava pelo menos.
Junior: meu, eu não consigo te imaginar usando roupinha de cheerleader – gargalhou – me mostra uma foto por favor.
Caroline: pra você rir mais? Palhaço – ri e peguei meu celular – tenho várias no meu instagram, vou procurar e te mostro.
Junior: fui fuçar seu insta e é privado, que sacanagem.
Caroline: como você sabe meu insta?
Junior: segredos que não devem ser revelados.
Caroline: assustador, mas por que queria me stalkear?
Junior: pra apreciar sua beleza e pra ver se descobria mais sobre você.
Caroline: minha beleza você pode tá apreciando ao vivo agora e sobre mim eu posso te dizer – pausei – tenho  21 anos, vivi toda minha vida na Califórnia com o meu pai e minha madrasta, tenho quatro melhores amigos, Hannah, Elliot, Kevin e Jack, esse último foi meu namorado por 3 anos, dos meus 15 aos 18 e nós começamos a namorar de brincadeirinha, nós éramos melhores amigos já e então ele se tornou o capitão do time de futebol e eu a líder de torcida – ele riu – e terminamos porque nossa amizade era mais forte que qualquer outro sentimento. Nós cinco somos amigos de infância então sempre fomos muito unidos. Gosto de sair, amo a saga Harry Potter, sou viciada em Starbucks, é estranho dizer isso para você, mas eu adoro futebol, assisto muito vôlei também, amo assistir séries, adoro viajar – pausei por alguns segundos – ai já chega, falei muito, sua vez.
Junior: você me parece muito aquelas garotas perfeitas que saíram de uma fanfic.
Caroline: eu to chocada em descobrir que você sabe o que é uma fanfic - rimos.
Junior:  eu sou apaixonado pelo meu esporte, tenho um filho que é tudo na minha vida, Davi Lucca o nome dele. Quando eu tenho tempo adoro sair me divertir com os meus amigos. Noventa por cento do que sai na mídia sobre minha vida é mentira.
Caroline: até eu que to muito longe da mídia sei que é burrice acreditar em qualquer coisa que sai, sensacionalismo demais – ele assentiu.
Junior: pra que time você torce?
Caroline: vou ser bem verdadeira com você, torço pro Real, por favor não me expulse – rimos – eu e meu pai já fomos pra lá só pra assistirmos alguns jogos.
Junior: sério? Quando?
Caroline: esse ano, vi você jogando inclusive.
Junior: que maneiro.
Caroline: ou, posso fazer uma pergunta séria?
Junior: manda ai.
Caroline: você tava chegando com os refri pra rapaziada mesmo? – ele gargalhou – é sério, era refri mesmo?
Junior: era po, não bebia naquela época – falou ainda rindo.
Caroline: obrigada, agora posso morrer em paz – rimos – caraca Junior, onde tá me levando? Pra China?
Junior: um pouco mais perto que isso.
Caroline: até quando fica no Brasil?
Junior: mais duas semanas, depois volto pros treinos lá em Barça, começa o campeonato, ai já tem olimpíadas.
Caroline: nossa, verdade, aqui no Brasil ainda, que sonho pra você isso ein.
Junior: se eu for convocado vai ser um sonho sendo realizado mesmo.
Caroline: ai que modesto, um dos melhores do mundo dizendo “se for convocado” — fiz aspas com a mão.
Junior: um dos melhores do mundo? To com essa moral toda é?
Caroline: a pronto, vai começar — ele riu e eu o olhei, tão lindo o sorriso...
Junior: preciso fazer uma pergunta porque dependendo da resposta esse vai ser o encontro mais desastroso da minha vida.
Caroline: pergunte, to preparada pra qualquer bomba.
Junior: você come qualquer coisa? Ou é daquelas que não sai da dieta nem a pau? — gargalhei ao ouvir sua pergunta.
Caroline: primeiro de tudo que eu nem faço dieta, já tentei uma vez e não aguentei dois dias. Eu tenho sorte de ter uma genética boa e faço academia todos os dias, fazia lá na Califórnia pelo menos. Se tem uma coisa que eu não sou chata é pra comer, juro.
Junior: graças a Deus, porque seria desastroso se fosse o contrário, não pensei nisso antes.
Caroline: se ficou preocupado é porque vai me levar comer coisas gostosas, isso tá ficando cada vez mais interessante...
Após o maravilhoso jantar e uma conversa muitíssimo agradável, voltamos para o carro, obviamente tivemos aquela briga clichê sobre quem pagaria a conta e consegui o convencer a deixar que eu pagasse minha parte, mas em troca ele pagaria um drink na nossa próxima parada. Alguns amigos dele estão em uma balada aqui perto e ele perguntou se eu não gostaria de acompanha-lo, obviamente aceitei. Conhecer uma nova balada e ao lado dele, quer combinação melhor?
Caroline: ai, sério, que restaurante maravilhoso, a sobremesa daqui é a melhor do mundo.
Junior: que bom que gostou, te trouxe aqui porque é mais de boa, rola mais privacidade.
Caroline: eu adorei, sério.
Junior: tá elogiando o restaurante ou a companhia?
Caroline: os dois, mas principalmente a companhia.
Junior: que bom, porque é reciproco.
Caroline: imaginei, se você tivesse odiado não teria me convidado pra balada – soltei uma risadinha.
Junior: touche.
Caroline: seus amigos sabem que vou com você?
Junior: sabem, a esposa de um deles ficou feliz em saber que não vai ser a única mulher no meio.
Caroline: homem casado no meio? Chocada com essa revelação, eu tava achando que seus amigos eram um bando de solteirões que saem pegando geral.
Junior: a maioria é assim.
Caroline: estou animada sabia? Nunca fui em uma balada aqui no Brasil... Na verdade nunca fiz nada no Brasil — ele deu uma risadinha fofa.
Junior: então tive a honra de ser o primeiro encontro, primeiro restaurante e primeira balada?
Caroline: sim, obrigada por marcar meu coraçãozinho — rimos.
Alguns minutos depois chegamos na balada, Villa Mix, saímos do carro e senti sua mão delicadamente se encostando na minha e entrelaçando nossos dedos, sorri com o gesto e fomos caminhando até uma entrada menos movimentada, para evitar muito furdúncio com a chegada dele. Ao passarmos pela entrada inicial ele soltou nossas mãos e me puxou delicadamente passando seu braço por meu ombro, nos deixando mais perto um do outro e vez ou outra falando algo em meu ouvido.
Entramos e fomos direto para o camarote e quanto mais perto chegávamos mais eu conseguia reparar, vários homens totalmente animados, alguns combos nas mesas juntadas e diversas mulheres no meio. Ele começou a cumprimentar as pessoas ao redor e eu educadamente fazia o mesmo.
Junior: ó linda, esses são meus parceirões Gil, Gustavo, Jota, Amaral, Cris, Guilherme e a esposa dele, Daniela - falou mostrando um outro grupinho, nenhum dos que eu havia cumprimentado até agora. Novamente fiz todo o processo, dar um beijinho no rosto de cada e dizer "olá, prazer".
Guilherme: ó amor, é a menina lá que achei o instagram ontem.
Caroline: segredo revelado Junior - falei baixinho para ele, lembrando da nossa conversa de horas antes e ele soltou uma risadinha fofa.
Jota: ih brother essa é a irmã da doida?
Caroline: ai você me ferra né? Não quero ter essa fama não - eles riram.
Junior: ó relaxa ai, essa é o oposto dela - sorriu e me olhou - quer uma bebida? - eu assenti, ele pegou um copo, fez a mistura e me entregou.
Gustavo: tu é da gringa né?
Caroline: pode se dizer que sim.
Gustavo: apresenta umas amiguinhas ai pros parceiros, fortalece a amizade po.- gargalhei.
Junior: ai, sabiam que ela era líder de torcida no colegial?
Caroline: ai te odeio, por que fui contar isso? - revirei os olhos e ri em seguida.
Cris: de pompom e tudo? 
Caroline: pompom, roupinha, tudo isso que vocês imaginam.
Gustavo: meu sonho quando era adolescente era estudar na gringa pra poder pegar as 
lideres de torcida mano - eles começaram a concordar com isso.
Caroline: meu Deus - ri alto - que fetiche é esse de vocês com lideres de torcida?
Daniela: ignora eles, não tem filtro pra falar - riu - vou ir no banheiro rapidinho para dar uma retocada na maquiagem, quer ir comigo?
Caroline: claro, só vou avisar o Junior - me aproximei dele, coloquei minha mão em seu ombro e ao sentir meu toque ele se virou - vou ir com a Dani retocar a maquiagem, já voltamos - ele assentiu, deu um beijo em minha bochecha e eu fui ao encontro da Dani. Conversamos sobre algumas coisas, descobri que ela e o Guilherme tem um filho, ela me mostrou a foto dele e devo dizer que é a coisa mais fofa do mundo.
Daniela: desculpa perguntar assim, mas você e o Junior estão se conhecendo melhor? - perguntou enquanto voltávamos do banheiro.
Caroline: tivemos um encontro hoje, mas não rolou nada, só conversamos, acho que não vai passar disso não.
Daniela: sério? Não curtiu?
Caroline: curti, ele é um amor de pessoa — falei o observando enquanto conversava com os amigos — mas ele não tentou nada.
Daniela: ele tenta não demonstrar, mas é muito tímido, deve estar nervoso.
Caroline: ta ai uma coisa que nunca imaginei, ele sendo tímido, isso é uma surpresa pra mim.
Daniela: pra todo mundo eu acho. Ele passa essa imagem ai, mas o verdadeiro Junior é muito tímido.
Caroline: vou pegar mais um copo de bebida, vamos?
Ela concordou e então voltamos para perto dos garotos.
Guilherme: a fofoca ali tava boa ein — falou simpático e deu um selinho em sua esposa.
Daniela: aqui também, com todo esse som ainda conseguíamos ouvir a risada de vocês.
Junior: seu marido não é normal não mano — riu e veio ao meu lado, colocando sua mão em minha cintura.
Caroline: ai, como se você fosse muito normal né? — entrei na brincadeira, já me sentindo um pouco mais a vontade.
Guilherme: ó se ilude não que ele não é calminho assim não, ta tentando te impressionar.
Daniela: ai amor o que você tá querendo zoar? A primeira vez que saímos juntos nem beber você bebeu.
Junior: quer mais bebida? — assenti, ele pegou meu copo, colocou a mistura de vodka com água de coco e me entregou.
Caroline: obrigada — sorri em agradecimento e ele me puxou para um cantinho, um pouco mais afastado de todos.
Junior: e ai, o que tá achando daqui?
Caroline: adorando, o lugar é ótimo e seus amigos são todos muito simpáticos — sorri, coloquei uma de minhas mãos em sua bochecha direita e fiz um leve carinho.
Junior: você sabe o que eu to querendo fazer a noite toda? — me puxou para mais perto dele, olhei em seus olhos e estamos muito próximos, sentia sua respiração perto e minha vontade foi de agarra-lo ali mesmo, mas meu orgulho feminino não me permite fazer tal coisa.
Caroline: o que?
Junior: você vai mesmo me fazer dizer não é? — falou sorrindo enquanto eu sentia seus braços me puxando para mais perto ainda dele.
Gil: ai major deu ruim, Paloma viu a gente de longe e ta vindo pra cá — falou se aproximando do Junior — vai fazer outro escândalo, certeza.
Caroline: Paloma, a Paloma? — Gil assentiu e eu arregalei os olhos, me fudi bonito — ai pronto é hoje que eu saio com a cara deformada daqui, eu morro de medo dessa menina meu pai amado — o Gil riu alto e segurou delicadamente meu braço.
Gil: ai vou levar sua mina comigo pra longe daqui, se resolve ai e da um salve quando tiver livre — falou para o Junior e eu o segui, sem ouvir a resposta do Junior. Chegamos em uma parte vazia da boate, onde não conseguia ouvir bem baixinho a música que tocava lá, se eu não tivesse andado tão pouco diria que estava a alguns bons metros longe da balada.
Gil: é uma parte reservada, acústica e tudo mais, top né?
Caroline: ótimo esconderijo — rimos — ai credo, me senti aquelas amantes, que a esposa vai tirar satisfação sabe? — ele gargalhou.
Gil: ela sempre foi louca assim?
Caroline: eu não sei, vi ela pela primeira vez ontem... Digo, eu vivi com ela até meus dois anos, mas não lembro de nada, só sei disso pelas fotos e pelo que meu pai me contou.
Gil: dá pra explicar melhor essa confusão familiar ou é um assunto daqueles que você prefere evitar?
Caroline: ah é de boa, relaxa — sorri — quando eu tinha dois anos meus pais se divorciaram, a Flavia ficou com a guarda da Paloma e meu pai com a minha, ele foi pra Califórnia e lá eu vivi minha vida toda. Nunca vim para o Brasil, nem em férias, nunca quis. Conversei algumas vezes com a Flavia pelas redes sociais, mas só isso, e com a Paloma nunca tive contato... Sabe, antes de eu vir pra cá eu falava brincando que não era pra ter nenhuma pessoa maluca agressiva na família, nunca mais brinco com isso — dei uma risadinha e ele riu junto — agora eu que te pergunto, ela sempre foi assim?
Gil: na real eu quase não conheço ela, ela ta sempre nas baladas e temos muitos amigos em comum, ela é gata né? Deu mole pro Junior e eles acabaram ficando, ficavam sempre que se encontravam em festas ou quando o Junior queria uma fodinha rápida — arregalei os olhos — calma, ele nunca iludiu ela, sempre falou que era só isso, nunca prometeu amor eterno, nunca envolveu sentimento nem nada, mas ela acabou pirando, começava a arranjar briga quando via ele de papo com outra garota, até com as amigas dele mesmo. Já chegou a bater em uma menina no meio da balada, ela tá surtada de verdade.
Caroline: ah muito bem, amanhã mesmo mando mensagem pro meu pai dizendo que volto pra casa, eu não fico mais um dia lá — falei decidida —uma pessoa que é capaz de fazer tudo isso é no mínimo pirada da cabeça, tem sérios problemas. É vergonhoso.
Gil: o que te trouxe pro Brasil?
Caroline: eu não estava me sentindo feliz, não conseguia encontrar uma motivação para continuar as coisas lá, desanimei com a faculdade, com tudo sabe? Precisava de um tempo, precisava de coisas novas na minha vida... Mas prefiro isso do que arriscar minha integridade física e mental perto dela.
Gil: deve ser um inferno morar com ela.
Caroline: eu cheguei ontem, já vi ela arrebentando uma porta, destruindo uma sala, me chamou de coisinha, brigou com o primo dela — fui enumerando as loucuras que já presenciei — é sério, vou voltar pra minha casa, não fico aqui não.
Gil: convida pra ir, Califa é top.
Caroline: é maravilhoso mesmo, sou apaixonada por aquele lugar e onde moro a visão é maravilhosa.
Gil: que lugar de lá você mora?
Caroline: Malibu.
Gil: ta zoando né?
Caroline: porra, sempre acham isso - ri - juro, e é um paraíso.
Gil: tem foto ai? Sempre quis ir pra lá — peguei meu celular e comecei a mostrar a ele algumas fotos que tinha de casa — que paraíso mano, que visão top da sua casa, é sério me convida pra um role lá.
Caroline: claro, combina com todos e vocês vão lá, aproveito e apresento minhas amigas para vocês.
Gil: o caralho por que o Junior foi se envolver primeiro logo com a irmã maluca?
Caroline: porque se não fosse ela eu não iria conhecer ele, qual seria outra forma de eu conhecer um jogador famoso assim do nada em São Paulo? — ele assentiu — o Junior e ela tiveram um rolo de quanto tempo?
Gil: a uns seis meses eu acho, mas faz umas três semanas que ela começou a pirar assim, descontrolou total.
Caroline: boa sorte pra vocês aguentarem isso.
Gil: ó esse negócio do role em Califa eu tava falando sério ein.
Caroline: eu também, só marcar.
Gil: me passa ai seu número, já crio um grupo com geral pra todo mundo se conhecer e depois combinamos certo.
Passei meu número para ele, ele salvou o dele no meu celular, e aproveitamos para nos seguirmos no instagram.
Caroline: será que ela tá quebrando metade do camarote?
Gil: Guilherme mandou uma mensagem pra gente voltar, bora?
Caroline: claro, essa conversa aqui já nos rendeu uma viagem, mais dez minutos marcamos uma trip pelo mundo todo — ele riu. Fomos andando e fazendo algumas piadas sobre como seria morar em alguns lugares do mundo. Chegamos no camarote, nem sinal de Paloma, nenhum sinal de coisas quebradas, olhei para os lados e nenhum sinal do Junior também.
Gil: cade o major? — perguntou e eu agradeci mentalmente, ele me poupou de perguntar isso.
Guilherme: foi embora mano, o segurança aqui ajudou ele a sair antes que a Paloma começasse um barraco e corresse o risco de tirarem foto e ir pro jornal isso.
Que? Como assim ele foi embora? Que merda foi essa que ouvi.
Daniela: nós levamos você tá? — falou para eu ouvir — ele pediu uma cinco vezes isso e falou para te pedir desculpa no mínimo umas vinte vezes.
Caroline: não precisa me levar não, magina — tentei sorrir e não demonstrar o quão chateada fiquei com a atitude do Junior, poxa meu, eu venho com ele e ele simplesmente vai embora e me deixa sozinha???????
Gil: como assim foi embora mano? A Caroline tava com ele e ele deixou ela aqui?
Caroline: a relaxa, vou pedir um táxi aqui, tenho o endereço da casa d Flavia, mas vocês sabem se a Paloma foi pra casa? Não quero correr o risco de esbarrar nela.
Guilherme: tava com umas amigas dela, deve ter ido pra casa não, relaxa. Se quiser nós te levamos, pra ver se vai tá tudo certo lá na sua casa.
Caroline: magina, não precisa se preocupar, sério.
Me despedi dos três e neguei várias vezes a carona deles, não iria deixá-los encerrar a noite por minha culpa. Por sorte havia um táxi ali perto, entrei, passei o endereço e durante o percurso resolvi comprar minha passagem de volta para a Califórnia, eu não vou me submeter a tanto estresse na casa de uma louca como Paloma. Consegui comprar uma para amanhã a noite, graças a Deus.
O Junior mandou algumas mensagens, as quais fiz questão de ignorar, para ele ver que sua atitude não me agradou nenhum pouco, e então ele ligou.
Junior: Carol?
Caroline: oi — falei seca.
Junior: me perdoa, é sério, me perdoa de verdade, eu não queria ter te deixado lá.
Caroline: eu entendo que com você as coisas são diferentes, mas achei sacanagem o que fez, poxa, você me levou até lá e me deixou sozinha.
Junior: me desculpa, desculpa de verdade, eu não queria que tivesse acontecido isso, os seguranças de lá me ajudaram a sair antes que a Paloma surtasse de verdade e começasse uma confusão, eles não me deixaram esperar, não consegui fazer nada, só me levaram pro carro e ficaram lá até eu sair — foi falando tudo rápido.
Caroline: relaxa Junior, eu fiquei chateada sim, mas entendo o que aconteceu. Não da pra você se arriscar a entrar em uma confusão, a mídia não iria perdoar. Já está tudo certo, to indo pra casa já.
Junior: onde você tá?
Caroline: a uns três quarteirões da balada.
Junior: por favor pede pra ele te deixar em frente ao shopping, eu te espero lá, preciso te pedir desculpas pessoalmente e tentar te compensar por isso.
Caroline: não precisa se preocupar mais, sério.
Junior: por favor.
Caroline: ai, tá bom vai — falei com o taxista, que prontamente concordou — já avisei o taxista, melhor agora?
Junior: obrigado, de verdade mesmo.
Caroline: ok — me despedi e desliguei. Minutos depois cheguei em frente ao shopping mais próximo que havia ali, vi o carro do Junior parado poucos metros a frente, agradeci a compreensão do taxista, paguei minha corrida e desci. Fui caminhando calmamente até o carro do Junior, que quando percebeu que eu estava me aproximando saiu do carro e elegantemente abriu a porta passageira para que eu entrasse, assim como fez horas antes quando foi me buscar em casa.
Caroline: obrigada - falei ao entrar no carro.
Junior: tá brava comigo? - me virei para olha-lo no banco do motorista e vi que ele me olhava intensamente.
Caroline: não estou brava, fiquei só chateada pela forma que as coisas aconteceram, mas eu entendo que na sua vida as coisas são diferentes.
Junior: eu sei que pisei na bola te deixando lá, eu juro que não queria ter feito aquilo.
Caroline: dá próxima ao menos deixe o número de algum uber ou táxi, por favor - brinquei para amenizar o clima e ele entender que eu realmente não estava brava.
Junior: nunca mais vou repetir isso, sério - sorriu e eu sorri em resposta - péssima ideia ter ido na balada, nem deu pra aproveitarmos e ainda dei mancada.
Caroline: mas gostei de conhecer seus amigos, são todos legais e a Dani é um amor de pessoa.
Junior: desculpa o lance de líder de torcida, os caras estavam bêbados pra caralho - rimos e ficamos nos olhando, olho no olho - sabe o que eu lembrei? - neguei - de algo que não conseguimos terminar lá naquela balada.
Caroline: e por que não termina agora? - falei baixinho, em um sussurro enquanto o via se aproximando mais. Ele selou nossos lábios calmamente, em um selinho inocente, até sentir sua lingua pedindo passagem e eu o permiti me beijar. Sua mãos foram em minha cintura enquanto uma de minhas mãos foi em seu cabelo, vez ou outra afundando meus dedos em seu cabelo. Nos afastávamos minimamente vez ou outra para recuperarmos um pouco do ar, mas com esse beijo tão bom eu admito que a falta de ar é o ultimo dos meus problemas...
Afastei nossos rostos delicadamente ao ouvir seu celular tocar e o vi sorrir olhando para mim enquanto o procurava em seu bolso. Após alguns minutos em uma breve conversa ele desligou.
Junior: os caras esquecem que tem fuso horário e me ligam essa hora.
Caroline: amigo de fora? - ele assentiu. Olhei para meu celular e me assustei ao ver a hora - nossa, já está tarde, é melhor eu ir pra casa.
Junior: é uma pena essa noite ter que acabar já.
Caroline: já? São cinco da manhã, e eu ainda falei para a Flavia que não voltaria tarde - dei uma risadinha sem jeito.
Junior: cinco da manhã é considerado cedo então você não mentiu - rimos....
Junior: e não é que essa noite ta terminando de uma forma muito boa? - falou assim que chegamos em frente ao prédio, sorriu e eu lhe dei um selinho em resposta - obrigado.
Caroline: obrigada pela noite, foi ótima - sorri, dei um beijo em sua bochecha em sinal de despedida e sai do carro. Ele me esperou entrar e então saiu. Entrei “em casa” após uma noite muito divertida. O Junior é um amor de pessoa, assim como os amigos dele, todos muito simpáticos. Durante toda a noite o Junior foi um fofo e me surpreendeu muito, por isso não me arrependi de tê-lo beijado. Tranquei a porta do quarto, corri tomar um banho, tirei toda a maquiagem, coloquei um pijama e assim que me joguei na cama meu celular apitou, uma notificação do instagram “neymarjr pediu para seguir você”, aceitei e o segui de volta. Ele me mandou uma direct e eu abri para ver o que era



Fui na aba pesquisar para ver quais estavam sendo as fotos mais curtidas e visualizadas do momento e me assustei ao ver uma em que eu estava ao lado do Junior. Por curiosidade cliquei na foto e abriu.
fofocadosfamosos: nova namorada? Nosso craque @/neymarjr foi flagrado chegando a uma balada essa noite com uma bela garota de nome ainda não revelado, e foram clicados em momentos bem próximos. Vale lembrar que ele não assume nenhum relacionamento desde o termino com a @/brumarquezine. E ai, namoro ou amizade?
Edit1: galera acabaram de me informar que a garota se chama Caroline Battersen.

centralbrumar: KKKKK ai não sei pq postam essas coisas, todo mundo sabe que ele e a bruna vão voltar
user1: gente eu tava lá no villa e vi eles no camarote, estavam com os amigos do neymar e estavam grudadinhos o tempo todo... mas ai sumiram kkk
user2: gente trabalho com nomes kkkkkk alguém sabe quem é? Sabe alguma rede social dela? Qualquer coisaaaa
principenjr: GENTE É A MENINA QUE ELE ACABOU DE SEGUIR, @/carol.battersen, mas é privado : ( ela só aceita quem realmente conhece pelo jeito
user3: gente que menina maravilhosa, a foto de perfil do insta dela que inveja kkkkk pena que é privado
user4: chocada que já descobriram o @ dela kkkkkkkkkkkk

Comecei a entender a proporção do que estava acontecendo quando as notificações de solicitações não paravam de chegar, decidi desligar o celular por algumas horas, enquanto dormia, para que amanhã quando tudo tiver mais calmo eu consiga usar meu celular em paz.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

1. *então serei obrigado a continuar elogiando seu sorriso*

Novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço. 
(Chico Xavier).

No mundo atual, na maioria das vezes, um recomeço é necessário. Quando paramos para pensar na vida e vemos que nossos sonhos foram deixados de lado ou que aquilo que vivemos não nos agrada tanto quanto antes é necessário tomarmos alguma atitude ou viveremos sendo prisioneiros de nós mesmos. E foi isso que me fez tomar a atitude mais louca da minha vida, eu decidi voltar a morar no Brasil com minha mãe e minha irmã. Para quem não está entendendo vou dar uma breve explicação, meu nome é Caroline Martinez Battersen, meus pais se separaram quando eu tinha apenas 2 anos e meu pai me trouxe para morar com ele na Califórnia, ele é a razão da minha vida, a pessoa mais importante do mundo para mim, ele foi o meu pai e minha mãe, a pessoa que sempre cuidou de mim, aquele que passava noites em claro quando eu, ainda criança, estava com uma febre ou qualquer minimo incomodo que fosse. Se eu senti falta da minha mãe e irmã na minha vida? Não. A atual esposa de meu pai fez muito bem o papel materno em minha vida, quando precisei de conselhos, naquela idade da adolescência que todas as garotas precisam de uma figura maternal para uma ajuda, ela estava lá para mim. Minha verdadeira mãe eu sei quem é, durante esses 21 anos conversei com ela algumas vezes, mas nunca nos vimos pessoalmente então é complicado eu dizer algo sobre. A amo por ser minha mãe, mas não é na mesma intensidade que amo aqueles que me criaram. Mas NÃO, eu não tenho magoa alguma dela, até porque meu pai diversas vezes, desde criança, me incentivou a ir vê-la nas férias, mas eu não sentia vontade alguma, nossa "não-relação" é culpa de ambas as partes, foi uma falta de interesse mutua então não há motivo algum para ressentimentos. E em relação a minha irmã, bom, ela é como uma completa estranha para mim, não vou negar. Sei quem é apenas por fotos e por ter falado com ela duas vezes na vida.
Se eu não tenho proximidade dessas duas mulheres por que tomei a decisão de ir morar com elas? Porque eu estava me sentindo incompleta, por mais que eu tentasse preencher esse vazio de diversas formas nada resolvia e foi então que em uma ligação com minha mãe ela propôs que eu fosse morar com elas por um tempo. Admito que de inicio eu recusei, afinal eu não tinha proximidade NENHUMA tanto com ela quanto com sua outra filha, imagina morarmos na mesma casa? Mas em uma conversa sincera ela disse que seu coração estava pedindo para tentar uma aproximação entre nós. Conversei muito com meu pai e minha segunda mãe, e eles me apoiaram na ideia, concordaram que uma mudança na minha vida era necessária e talvez fosse bom eu ter um pouco mais de contato com a outra parte da família. 
Minha vida toda foi na Califórnia, foi onde conheci meus melhores amigos, meus poucos amores, minhas melhores lembranças. É o lugar que amo e sei que é meu verdadeiro lar. Meu primeiro idioma é o inglês, mas falo fluentemente o português graças ao meu pai que desde criança me ensinou.
Olhei uma ultima vez para meu quarto, conferindo minuciosamente cada pedacinho para ver se não estava esquecendo nada importante.
Eduardo: filha, está na hora de irmos ou você vai perder seu voo - ouvi a voz calma do meu pai, me virei e o vi encostado na porta, com a mão na maçaneta, também olhando para o quarto, agora bem mais vazio - prometo que não vamos encostar em nada até você voltar.
Caroline: tirem o pó por favor, quando voltar não quero encontrar meu quarto igual aquelas casas abandonadas de filmes de terror - soltei uma risadinha. Peguei minha bolsa e sai do quarto, esperei meu pai fechar a porta e fomos juntos até o carro, onde minha madrasta, ou segunda mãe, como a chamo, já nos aguardava.
Ellie: suas malas já estão todas guardadas? - assenti ao lembrar que meus amigos sairam daqui minutos atrás para irem ao aeroporto e levaram junto deles minhas malas - vamos então - abriu a porta do carro para eu entrar.
O trajeto até o aeroporto foi rápido, para minha tristeza, pois eu sabia que meus minutos com eles estavam acabando. Assim que pisamos no aeroporto senti meu coração começando a ficar apertado, agora a ficha estava começando a cair, meu pai, minha segunda mãe, meus amigos, tudo estaria ficando a 10.141 km de distancia. Olhei para os lados e o movimento era grande, pessoas se abraçando, alguns abraços e choros de alegria pela volta de uma pessoa amada, outros choros e abraços de despedidas, pessoas correndo para perderem seus vôos, crianças olhando tudo ao redor sem entender o real significado de tudo aquilo. Meus olhos se fixaram em um grupo reunido a poucos metros de mim, meus melhores amigos.
Hannah: eu prometi que não ia chorar, mas não vou aguentar me desculpa - a olhei e vi as lágrimas caindo em seu rosto, mesmo ela tentando limpa-las rapidamente.
Caroline: eu também não vou aguentar então está perdoada - soltei uma risadinha em meio a tantas lágrimas que não preocupei em segura-las e a abracei forte, um abraço que dizia tudo. "Eu te amo" "se você demorar muito tempo por lá eu vou te visitar e te bater por me abandonar" "vê se não esquece de nós quando fizer amigos por lá" "manda foto de tudo para nós" foram algumas das milhares de coisas que ouvi repetidamente nos últimos dez minutos de despedida. Ali estavam as pessoas que eu mais amava, meu pai Eduardo, minha segunda mãe Ellie, minha melhor amiga Hannah, meus dois melhores amigos Elliot e Kevin e meu primeiro, único e agora ex namorado Jack. Eu e Jack nos conhecemos ainda crianças, com apenas seis anos, e com o passar dos anos nossa amizade foi se fortalecendo, aos 15 anos decidimos namorar de mentirinha, ele era o capitão do time de futebol americano, eu uma líder de torcida e então decidimos brincar de namorarmos para nos sentirmos como nos filmes clichês da Disney, mas essa brincadeirinha se tornou séria e decidimos então nos dar uma chance, namoramos por três anos e meio e terminamos porque nossa amizade falou mais alto.
Meu voo foi chamado pela segunda vez e eu sabia que ali era o momento da despedida, abracei todos novamente, um por um e disse o quanto os amava, o quanto iria sentir falta e o mais importante que logo estaríamos juntos novamente, deixei meu pai por ultimo, me despedir dele seria a coisa mais triste do mundo.
Eduardo: eu te amo minha filha, estou muito orgulhoso de você pela sua coragem - falou sorrindo em meio a algumas lágrimas que ele deixou cair.
Caroline: eu te amo papai, obrigada por ser a melhor pessoa do mundo, obrigada por me criar com tanto amor e dedicação, eu prometo voltar logo e com muitas coisas boas - falei com calma para que ele entendesse devido a minha voz já embargada pelo choro e o abracei com toda minha força. Nos afastamos quando percebi que realmente deveria ir ou iria perder o voo. Limpei as lágrimas que caiam e fui caminhando lentamente até o portão ao qual eu deveria ir, olhei para trás uma ultima vez, dei um tchauzinho com as duas mãos para eles e me virei para voltar a andar, mentalizando que agora não tinha como voltar atrás, meu recomeço está chegando, minha nova vida, novas emoções, novas descobertas e se Deus quiser, novas felicidades...
Após pouco mais de 12 horas de voo+30 minutos em um taxi finalmente cheguei ao endereço dado pela Flavia, ou melhor, minha mãe. Ela se prestou a ir me buscar, mas eu disse que não era necessário, eu me conheço e sei que precisaria de um tempo para criar coragem de revê-la, ou vê-la pela primeira vez, afinal não tenho lembrança alguma dela.
Parei em frente a portaria do hotel, conferi duas vezes no papel para ter certeza que não estava em endereço errado. Calma Carolina, tudo vai dar certo, vocês vão se dar bem, você vai se dar bem com a sua irmã também, repeti mentalmente três vezes para tentar acreditar no que estava dizendo, mas meu coração acelerado e as mãos tremulas não deixavam eu me enganar, o nervosismo estava evidente. Respirei fundo e mesmo com todo o nervosismo segurei minhas duas malas e as arrastei até a portaria, pedi para que o porteiro avisasse que eu estava ali e em poucos minutos ele liberou minha entrada e gentilmente me ajudou com as malas até o elevador.
Caroline: muito obrigada, você realmente me ajudou muito - sorri para mostrar o quão grata eu estava - aliás, qual seu nome?
Carlos: Carlos, qual seu nome senhorita?
Caroline: Caroline, mas pode me chamar de Carol, creio que vai me ver muito por aqui ainda.
Carlos: desculpe a intromissão, mas vai morar com a dona Flavia? São parentes?
Caroline: legalmente e biologicamente eu posso dizer que ela é minha mãe - soltei uma risadinha - se tudo der certo, sim, irei morar aqui - pausei por alguns segundos, talvez não seja uma má ideia eu perguntar um pouco sobre ela antes de finalmente conhece-la, os porteiros sempre conhecem os moradores, certo? - vou me arrepender da decisão de morar com ela?
Carlos: Dona Flavia é uma pessoa maravilhosa, sempre educada e simpática - sorri aliviada, graças a Deus - a filha dela é um pouco mais difícil de lidar.
Caroline: como assim?
Carlos: infelizmente algumas pessoas acham que dinheiro é tudo e se sentem superiores - pausou - me desculpe por estar dizendo isso, é anti-ético.
Caroline: não se desculpe, eu que estou pedindo as informações - sorri - então ela é o tipo menina mimada? - ele assentiu meio sem jeito - e eu preocupada com a mãe.. Bom, vou ir lá encarar minha realidade, obrigada novamente pela ajuda, adorei te conhecer seu Carlos - entrei no elevador, apertei o botão para a cobertura e fui orando para que o elevador fosse o mais devagar possível. A porta se abriu, segurei minhas malas e as arrastei para fora do elevador, é agora Carolina, não tem como fugir. Respirei fundo duas vezes, soltando todo o ar que prendi inconscientemente e então dei dois toques leves na porta, sem saber se havia uma campainha ou algo assim, não me levem a mal, nunca morei em um apartamento, não sei como as coisas funcionam por aqui.
Apertei minhas duas mãos tentando segurar um pouco meu nervosismo, fiquei olhando fixamente para a porta, o que me fez reparar em detalhes mínimos e o que me chamou a atenção foi uma marca na porta como se algo tivesse a atingido, teria acontecido alguma briga e alguém socou a porta? Meu Deus e se elas forem agressivas? Eu vou morrer na primeira oportunidade, eu não sei nem dar um tapa forte quem dirá um soco que quase afunde uma porta... Arregalei os olhos ao pensar em alguém socando meu rosto contra a porta.
Fui tirada do meu desvaneio ao ouvir o barulho da pobre, ah pobre porta, ser aberta, levantei a cabeça e encarei a imagem parada a minha frente, ela era como nas fotos, parecia muito mais jovem que sua idade real, com um sorriso radiante como se eu estar ali fosse a coisa mais esperada por ela.
Flavia: minha filha, você finalmente chegou - sua voz era animada e antes que eu pudesse dizer algo a senti me puxar para um abraço, o que me deixou sem reação - desculpa, forcei a barra? - falou se afastando lentamente.
Caroline: não, desculpe, eu estava um pouco em choque - tentei sorrir e retribui o abraço, ainda meio sem jeito, é tão estranho eu achar estranho abraçar minha própria mãe????
Flavia: vem, entre, eu te ajudo com as malas - abriu espaço para que eu entrasse e colocou minhas malas para dentro, a deixando do lado da porta. Olhei ao redor e me surpreendi com o bom gosto da decoração da casa, a estrutura por si só já é belíssima, o que me chocou, pois não achei que um apartamento conseguia ser tão elegante assim... Eu realmente preciso mudar minha visão sobre apartamentos.
Caroline: uau, é realmente lindo aqui.
Flavia: sei que não é nada comparado a onde morava, mas fico feliz que tenha gostado - sorriu e fez um gesto para que eu me sentasse ao seu lado no sofá - você está tão linda, é ainda mais linda do que pelas fotos que já me enviou.
Caroline: obrigada, digo o mesmo, você é ainda mais linda do que aparentava pelas fotos.
Flavia: temos tantos assuntos, quero saber tanta coisa sobre você, mas você quer conhecer seu novo quarto antes? Aliás, sua irmã saiu com o namorado, mas logo estará de volta para você conhece-la.
Caroline: pode me mostrar o quarto apenas para eu deixar as malas e tomar um banho? Estou realmente precisando disso - ela concordou - você poderia por favor me passar a senha do wifi? - pedi sem jeito - é que aqui não pega o sinal e eu queria avisar ao papai que cheguei bem.
Para meu alivio ela estava me parecendo ser uma mulher muito compreensiva, me passou a senha do wifi, me ajudou a levar as malas até o quarto e para minha surpresa ela havia preparado um quarto especialmente para mim, colocando algumas decorações que ela sabia que eu gostava, algo que me emocionou bastante, não vou negar. Após me dizer onde estava tudo guardado no quarto ela me deu a privacidade necessária para que eu fizesse minhas coisas. Peguei meu celular e enviei uma mensagem ao meu pai e aos meus amigos
Após feito isso, abri uma de minhas malas, peguei uma troca de roupa e fui até o banheiro para fazer minha higiene.
Agora, já de banho tomado e com o coração aliviado por ter avisado a todos que eu estava bem, sai do quarto e fui até a sala, onde vi a Flavia sentada assistindo a nada mais nada menos que Harry Potter, minha saga favorita do mundo todo,
Caroline: você gosta dessa saga? - perguntei animada e me sentei ao seu lado.
Flavia: sim, me encantei pelos livros e dei uma chance aos filmes - ela riu baixinho ao ver minha cara de surpresa - está mais relaxada agora?
Caroline: sim, eu precisava mesmo de um banho após tantas horas de voo - olhei para uma mesinha ao lado e vi uma foto dela com um homem - é seu novo marido? - perguntei sem pensar e senti meu rosto esquentar ao perceber o que perguntei - desculpa, fui invasiva.
Flavia: não precisa se desculpar, talvez demore um pouco, mas quero que você se sinta confortável aqui, essa casa também é sua - sorriu - é meu noivo, estamos juntos a mais de dez anos, vivemos quase como casados, mas ainda não casamos. Os planos são para que não passe do ano que vem. E você, deixou algum namorado para trás?
Caroline: não, tive apenas um namorado na vida, que é um dos meus melhores amigos hoje em dia - peguei meu celular, fui até a galeria e comecei a mostrar a ela algumas fotos - essa é minha melhor amiga, Hannah, tiramos em um festival a duas semanas.
Flavia: vocês parecem estar se divertindo bastante - assenti - essa menina é linda.
Caroline: sempre falei que acho ela parecida com a barbie - soltei uma risadinha e comecei a procurar outras fotos - esses são dois dos meus melhores amigos, Elliot e Kevin, essa foto foi tirada a dois anos atrás, pouco antes de irmos em uma festa que entramos de penetra. Era aniversário do ex-namorado da Hannah, foi ela que tirou essa foto inclusive.
Flavia: e não descobriram vocês lá?
Caroline: sim - ela riu - mas o Jack, o meu outro melhor amigo, era convidado e nos ajudou nessa - fui para a próxima foto - essa aqui não lembro quando foi tirada, mas estamos nós cinco nela.
Flavia: todos seus melhores amigos se conhecem então? - assenti - que bonito, vocês formaram uma rodinha de melhores amigos.
Caroline: sim, eu os amo muito, são os melhores amigos que alguém poderia ter - falei sorrindo ao me lembrar deles.
Flavia: e o tal Jack? É o seu ex-namorado? - assenti - me mostre uma foto dele.
Caroline: essa foi tirada no nosso ultimo ano do colegial, bem clichê né? O capitão do time de futebol e a líder de torcida - soltei uma risinha e fui para a próxima foto - essa foto nós tiramos antes de ontem, a família dele fez um jantar de despedida.
Flavia: a que amor - sorriu vendo a foto - estava conversando com seu pai esses dias, falei para ele que sua vinda para cá talvez seja ótima para sua irmã.
Caroline: sério? Por que?
Flavia: ela está precisando de uma influência diferente, ela não pensa no futuro, só tá querendo saber de sair, beber, viajar - pausou - arranjou um namoradinho jogador a poucas semanas e saiu do controle, até fui conversar com ele e ele disse que concordava comigo e que já tentou conversar com ela sobre isso também.
Caroline: se ela não ouviu nem o namorado, imagina eu, uma irmã que ela nem conhece.
Flavia: talvez ela seja meio relutante no inicio, mas com o tempo vai ceder. Ela é um amor de garota, mas está um pouco ludibriada com essas novas amizades, com essa nova vida que está levando.
Então é isso? Minha nova vida vai ser mais um tipico filme clichê onde tenho a irmã rebelde?
Flavia: você estava fazendo faculdade, não estava? - mudou de assunto ao perceber que não havia mais o que dizer.
Caroline: sim, medicina. Tranquei, mas pretendo voltar - sorri - antes de vir eu pesquisei alguns cursos para fazer por aqui também, já entrei em contato com as faculdades de perto e marquei alguns testes para semana que vem.
Flavia: uau - falou e eu percebi que ela me olhava admirada, o que devo admitir me deixou orgulhosa - qual o curso?
Caroline: comercio exterior, são cursos pequenos, até porque não sei quanto tempo vou ficar por aqui. Mas pelo menos não vou ficar parada.
Após dito isso, ficamos em um silêncio estranho, ainda não me sentia confortável o suficiente para sair conversando desembestadamente sobre tudo com ela, assim como imagino que para ela seja a mesma coisa.
Flavia: então... O que acha de pizza para o jantar? Quase nunca comemos porque a Paloma não é muito fã, mas ela não vai jantar aqui hoje.
Caroline: ela não gosta? - falei demonstrando toda minha indignação, afinal quem não gosta de pizza????? - Eu aceito, estou morrendo de fome.
Flavia: tem uma pizzaria aqui perto que é maravilhosa, eu e meu noivo sempre pedimos a moda da casa.
Caroline: pode ser essa, não sei o quem tem nela, mas vou aceitar ser surpreendida - soltei uma risadinha tímida.
A vi pegando o telefone para ligar, mas tentei não ficar prestando muita atenção então peguei meu celular para dar uma zapeada nas redes sociais. Curti algumas fotos no instagram, dei uma olhadinha rápida no facebook e respondi alguns textinhos que meus colegas enviaram em meu inbox.
Flavia: trinta minutos para chegar - falou após desligar o telefone e antes que eu pudesse pensar em uma boa resposta ouvi gritos vindo da parte de fora, inúmeros palavrões eram vociferados por uma mesma pessoa, aliás era essa unica voz que eu conseguia ouvir, uma voz feminina. Arregalei os olhos ao ouvir o barulho da porta se abrindo e uma mulher furiosa entrando na casa como um furacão, passou reto sem olhar para os lados, tanto que nem percebeu minha presença ali.
Flavia: desculpe por isso, essa é sua irmã - arregalei ainda mais os olhos, se eu fizer isso um pouco mais eles saem de órbita, se isso é possível.
Caroline: essa garoto furiosa é a Paloma?
Flavia: vou ir ver o que está acontecendo, se importa se ficar sozinha por alguns minutos? - neguei com veemência e ela saiu em direção ao quarto. Voltei a ouvir gritos, agora vindos do quarto e logo vi a imagem da Flavia voltando, com um rosto de decepção estampado.
Pergunto ou não pergunto o que aconteceu???? 
Flavia: essa menina não tem jeito, brigou com o namoradinho porque ele não quis assumi-la, ela beijou outro na frente dele e agora decidiu sair com as amigas.
Paloma: vai mesmo ficar falando da minha vida para desconhecidos? - ouvi sua voz agora mais perto, me virei e a vi já perto da porta que a poucos minutos ela quase destruiu em sua entrada triunfal.
Flavia: essa é a sua irmã - falou com autoridade e eu fiquei encarando Paloma, para ver sua reação.
Paloma: eu não tenho irmã, sempre fui criada como filha unica e sempre vou me considerar assim - falou debochada e direcionou seu olhar para a Flavia - se ela vai ficar aqui? Caguei pra isso, só não me obrigue a ter contato com essazinha.
Flavia: chega Flavia, essa não foi a educação que te dei - falou calma e eu a olhei surpresa.. Se um dia eu sonhasse em falar com alguém da forma que a Paloma falou, meu pai já teria me botado de castigo para aprender a ter educação.. Bom, não vou dar pitaco aqui. Ouvi o barulho da porta sendo macetada novamente e percebi que Paloma havia deixado sua mãe falando sozinha.
Caroline: uau - pausei por alguns segundos, ainda em choque - isso foi intenso.
Flavia: desculpe ter tido de presenciar isso, as vezes ela passa um pouco do limite.
Para amenizar o clima começamos a conversar sobre outros assuntos, ela me contou um pouco mais sobre a família, sobre meus avós, meus tios.. Descobri que tenho dois tios, André e Bruno. André tem 43 anos, é casado e tem um filho da minha idade e Bruno é o mais novo dos três 31 anos e recém casado com um outro homem.. ahh o amor é lindo de todas as maneiras. Fui avisada também que o Victor, filho do André, e meu primo, se prontificou a me mostrar toda a cidade, amanhã teremos um almoço aqui com toda a família, para que eu comece a me familiarizar com todos...
Agora estou em meu quarto, já preparada para dormir, admito que foi uma noite gostosa e me senti bem confortável com ela, mais do que imaginei até. A pizza que ela comprou era realmente divina e percebi que estava realmente com fome quando vi que comi TRÊS pedaços sem peso algum na consciência. Nossas conversas foram ficando cada vez mais leve e em alguns momentos me vi rindo verdadeiramente de algumas histórias que eram contadas. Decidimos encerrar a noite quando vimos o horário no relógio e amanhã, no caso hoje, por já se passar das duas da manhã, ela teria de acordar cedo para resolver alguns problemas na empresa antes do nosso tal almoço familiar.
Fechei os olhos, pronta para me entregar ao mais profundo sono, mas um barulho me incomodou, para ser mais exata o barulho de alguém batendo na porta me incomodou. Esperei alguns minutos para ver se a Flavia iria até lá para ver, mas com o silêncio percebi que ela já estava dormindo em seu quarto. E se for algo sério? Para estarem batendo aqui a essa hora só pode ser alguém da família, não? Me levantei, coloquei minha pantufa, peguei o celular e sai do quarto em direção a porta principal da casa. Acendi a luz da sala, olhei pelo pequeno buraco e vi um homem, jovem, esperando impacientemente. Mesmo me sentindo estranha, abri a porta e paralisei ao ver a beleza do homem parado em minha frente.
XX: meu Deus do céu que visão do paraíso - falou me olhando de cima abaixo e senti minhas bochechas corarem - quem é você?
Caroline: Caroline, você é....?
XX: Neymar, Junior se preferir - arregalei os olhos ao perceber que era o famoso jogador de futebol de Barcelona - mas pode me chamar de seu amor se quiser - piscou e eu fiquei sem reação - Paloma tá ai?
Caroline: saiu com algumas pessoas, foi o que entendi. Quer deixar recado?
Junior: não vai ser muito amigável eu dizer pra você o que eu quero dizer pra ela - deu de ombros, entrou na casa e se sentou no sofá, mais uma coisa que me deixou sem reação - sabe se ela vai demorar?
Caroline: olha, pela raiva que ela saiu daqui, acho que sim.
Junior: ih senta aqui, eu não vou te atacar, só se você pedir - soltou uma risadinha safada e eu revirei os olhos, mas aceitei e me sentei ao seu lado - você é quem? Nunca te vi.
Caroline: filha da Flavia.
Junior: ela tem outra filha? - arregalou os olhos - Paloma nunca falou que tinha irmã.
Caroline: não tive contato com a Paloma em toda minha vida, sempre morei com meu pai. Você é o que da Paloma?
Junior: se Deus quiser nada mais - olhei confusa - dei uns beijos nela por um tempo e até achava ela maneira, mas minha paciência acabou mano, não aguento mulher que dá chilique por tudo e quer ficar grudada.
Caroline: ah sim, Flavia falou mesmo que a Paloma tem um namorado.
Junior: namorado não, ela era uma colega e ai demos uns beijos, nunca foi nada sério, só uma amizade com benefícios.
Caroline: fiquei sabendo da historia que rolou hoje - falei sem jeito e ele riu.
Junior: sobre ela beijar outro? - assenti - eu dei graças a Deus, mas vim aqui porque fiquei puto por ela ter mandado mensagem pra minha irmã falando merda, meu, quer me encher o saco beleza, mas colocar minha família no meio eu não aguento não.
Caroline: ela fez isso? Ai que chato, querer envolver família em um assunto desses é tão infantil e grosseiro.
Junior: pra você ver o inferno que ela fez.
Caroline: agora entendi porque não quis passar recado - ele riu - grandes homens, grandes problemas.
Junior: problema grande? Se você soubesse como me arrependo de um dia ter ficado com ela - balançou a cabeça - essa menina é bomba.
Caroline: eu até diria que você está exagerando, mas vi ela hoje, bem intensa eu diria - o olhei e vi que ele estava me encarando - o que foi?
Junior: fale de você agora, tem quantos anos?
Caroline: 21 e você?
Junior: 24, namora?
Caroline: não.
Junior: sorte a minha.
Caroline: sorte por que?
Junior: porque você é muito gata e eu posso tentar investir.
Caroline: você veio aqui pra terminar com a minha "irmã" - fiz aspas com o dedo - e tá dando em cima de mim?
Junior: meu coração precisa de amor - deu uma risadinha e eu não aguentei e ri junto.
Caroline: vai esperar a Paloma chegar?
Junior: eu não ia, mas com você na minha frente eu mudei de ideia.
Caroline: já que vai me fazer ficar acordada esse tempo todo ao menos de uma ideia de algo que podemos fazer.
Junior: tenho ótimas ideias - falou malicioso e eu senti meu rosto esquentar - é brincadeira, desculpa - riu - você fica ainda mais linda com vergonha.
Caroline: você não vai parar mesmo, não é?
Junior: pode ter certeza que não, prometo parar por agora se você ao menos me passar seu número.
Caroline: tenho apenas whatsapp, ainda não comprei um chip de alguma operadora daqui.
Junior: tá valendo.
Caroline: mas eu não falei que vou te passar.
Junior: então serei obrigado a continuar elogiando seu sorriso, seus olhos, seu .. coloquei delicadamente um dedo em frente a sua boca, como um sinal para ele parar de falar,
Caroline: tá, tá, eu já entendi - ele sorriu vitorioso - anota ai então XXXXXXX-XXXX - o observei anotar em seu celular - Caroline Battersen.
Junior: preciso colocar o sobrenome?
Caroline: claro, deve ter tantas Carol's que é melhor colocar o sobrenome para não se confundir.
Junior: eu coloco um emoticon de gatinha do lado para saber que é você - riu.
Caroline: essa foi a pior cantada de todas, sabia? - soltei uma risada alta e coloquei a mão na boca, com medo de acordar a Flavia - ei, você sabe jogar uno?
Junior: sim, por que? - perguntou confuso devido a minha brusca mudança de assunto.
Caroline: ótimo, vou ir pegar o meu e vamos jogar.
Junior: é sério?
Caroline: logico, se vamos ficar acordados até sabe se lá Deus que horas, temos que nos distrair com algo - me levantei - já volto - andei rapidamente até meu quarto, revirei a outra mala e para minha sorte logo encontrei o baralho.
Junior: uau que rápido - falou quando me viu já de volta.
Caroline: era para você não sentir saudades - pisquei e soltei uma risadinha antes de me sentar no chão, em frente a uma mesinha de vidro.
Junior: saiba que sou muito bom nisso - se sentou do outro lado, nos fazendo ficar frente a frente - se eu ganhar qual meu prêmio?
Caroline: deixo a sua escolha.
Junior: agora isso tá ficando interessante.
Caroline: só falei isso porque sei que vou ganhar, eu e meus amigos vivíamos jogando isso.
Junior: confiança tá alta ein? Cuidado com o tombo - mostrei a lingua - quer mostra lingua pede beijo.
Caroline: foco Junior - soltei uma risadinha e terminei de embaralhar as cartas...
...
Junior: a não, alguma coisa deu errada nisso - falou indignado, olhando para todas as cartas jogadas na mesa,
Caroline: sim, você perdeu - soltei uma risadinha - eu falei que sou boa nisso.
Junior: tá, fala o que você quer que eu faça então.
Caroline: vou deixar na conta por enquanto, vou esperar algum momento que eu precise de algo - o olhei - tira essa carinha de emburrado ai vai, foi só uma partidinha - encostei minha mão em seu rosto e ele se virou para me olhar. Olho no olho. Senti sua mão tocando a minha e ficamos nos encarando. Pude observar cada minimo detalhe de seu rosto e uau ele era realmente lindo.
Junior: se eu tivesse ganho eu iria querer receber meu premio com um beijo seu - falou se aproximando e eu fiquei em silêncio, apenas o encarando. O barulho da porta sendo aberta cortou meu pensamento e eu rapidamente me afastei.
Paloma: Junior? O que você tá fazendo aqui? - olhou para ele e depois olhou em minha direção - O que você tá fazendo conversando com essa garota?
Junior: deixa de ser mal educada Paloma eu tava aqui batendo um papo com a Carol.
Paloma: Carol? Você acabou de conhecer essa coisinha e já tá dando apelidinho?
Perai, ela me chamou de coisinha????
Caroline: vou deixar vocês conversando sozinhos, tchau Junior - peguei o baralho, me levantei e quando fui caminhar até meu quarto senti o Junior segurando delicadamente meu braço, o olhei e senti ele beijando minha bochecha.
Junior: boa noite Carol - sorriu e eu retribui o sorriso.
Caroline: boa noite Paloma - falei e sai rápido, com medo que ela pudesse me matar a qualquer segundo.
Entrei no meu quarto, tranquei a porta apenas para me precaver e me joguei na cama, pensando em tudo que aconteceu apenas nas minhas primeiras horas aqui.

Neymar pov's.
Eu estava de boa em casa, jogadão na cama, dando uma olhada no celular e marcando um role com meus parceiros pra essa madrugada, os caras estavam todos em um esquenta e depois vão pra Villa curtir um showzinho, fiquei de boa em casa porque tava precisando de umas horas de sono, com essa correria do dia a dia as vezes preciso dormir um pouco mais também né?
Recebi uma mensagem de um numero desconhecido e abri pra ver, se alguém divulgou meu número vai se ver comigo meu...

Irritado bloqueei o número, que menina louca meu, não para de me atormentar, maldita hora que fui dar uns beijos nela, um corpinho gostoso não vale a pena tanta dor de cabeça não.
Rafaella: juninho eu não aguento mais essa menina, eu vou enfiar minha mão na cara dela da próxima vez - minha irmã entrou como um furacão no meu quarto e grudou seu celular na minha cara.
Junior: ih louca do que você tá falando? - perguntei confuso e peguei o celular pra ver.. ah não. Paloma mandou mais de vinte mensagens pra minha irmã - a meu vai tomar no cu essa menina, já passou do limite isso - me levantei - vou acabar com essa palhaçada agora.
Rafaella: o que você vai fazer?
Junior: o que você acha? Vou ir na casa dela falar umas verdades pra ela, to cansado disso já meu, tá achando que é adolescente pra ficar fazendo essas coisinhas - peguei as chaves do carro, carteira e celular - ó vou ir lá e depois vou sair com os caras pra esfriar a cabeça - dei um beijo na testa dela. Sempre fomos assim, desde criança nossa mãe nos criou para sempre sermos amorosos um com o outro..
Cheguei no apartamento da Paloma e estou esperando alguém atender, se preferencia que seja a Flavia, pra eu poder contar todas as loucuras da filha dela e me livrar de uma vez por todas desse encosto. Esperei alguns minutos, nada.. Bati novamente, já impaciente, e depois de uns dois minutos ouvi o barulho da porta sendo destrancada, quando vi quem estava do outro lado fiquei abobado, a menina mais linda que já vi na vida, sem sombra de duvidas, caralho que mina gata. Inevitavelmente fiquei a olhando de cima a baixo e soltei um "meu Deus do céu, que visão do paraíso" e não menti não.
Nossa conversa durou umas três horas, descobri o nome, a idade e que ela ficaria morando ali por um tempo. Além de ser muito gata, tem um papo bacana, um humor incrível e o mais importante de tudo, reprovava as atitudes que Paloma tomou. O mais importante é que consegui o número da gata, depois de umas investidas consegui pelo menos isso, já é um começo.
Tudo estava divertido que estava até esquecendo da real razão de estar lá, até ouvir a voz do encosto, digo Paloma, me fazer voltar para a realidade e toda a raiva que eu estava sentindo. Esperei a Carol ir para o quarto, não queria que ela visse a briga que poderia acontecer ali, e encarei a Paloma.
Paloma: veio aqui pedir desculpa?
Junior: desculpa? Meu você é louca? Eu mandei você me deixar em paz e você começa a encher o saco da minha irmã.
Paloma: ela é minha amiga, só quis desabafar com ela - soltou uma risadinha irônica.
Junior: caralho Paloma deixa de ser criança, para de me perturbar, para de perturbar minha família. Aceita que eu não te quero, porra.
Paloma: mas já quis Junior, quem você pensa que é pra me descartar assim?
Junior: alguém que não aguenta suas loucuras, eu tive muita paciência com você, mas ela acabou.
Paloma: mas essa garota que você acabou de conhecer tem muita paciência né? Sentadinhos conversando, beijinho no rosto de boa noite.
Junior: meu, nem vou discutir com você, só vim avisar pra você ficar longe de mim e da minha família, se você continuar perturbando o negocio vai ficar sério - falei firme e me virei para ir até a porta e sair de perto dela, mas senti suas unhas afincarem no meu braço.
Junior: você é louca meu? - me soltei com força - não encosta em mim nunca mais porra.
Paloma: você é quem tá perdendo, escroto - gritou e eu me preocupei que alguém aparecesse ali. Sai de lá antes que as coisas piorassem, odeio me meter em briga, não brigo nem com homem quem dirá com mulher, evito sempre até mesmo aumentar a voz, minha mãe sempre me ensinou a respeitar as mulheres e estar brigando com uma aqui não é uma coisa da qual me orgulho.
Entrei no carro, vi que os caras me ligaram várias vezes, ih esqueci completamente que tinha combinado a baladinha com eles.
Entrei no grupo e comecei a ver o que tinha










Joguei o celular no banco passageiro e fui rumo a casa do Picon, depois de tanto estresse mereço relaxar com os parceiros e como estou de férias posso me dar ao luxo de não me privar de algumas coisas por esses dias.